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17 jun 2019

Embrapa destaca a segurança e importância da aviação agrícola

A Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) divulgou na última semana uma Nota Técnica destacando a segurança da aviação agrícola no trato de lavouras e reforçando a necessidade de um debate livre de preconceitos para se estabelecer no País uma política de segurança alimentar e energética. Assinado pelo pesquisador Paulo Estevão Cruvinel, o documento diz que “a aplicação de defensivos quando bem orientada pode resolver situações de infestações sem externalidades negativas, não representando um perigo a priori quando fundamentada nas boas práticas, que envolvem capacitação, uso de métodos e tecnologias”.

Intitulada Contribuições para requisitos em operações aeroagrícolas, a nota se baseia nos resultados de quatro anos de pesquisas sobre pulverizações aéreas, realizadas entre 2013 e 2017 em parceria com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). Coordenado por Cruvinel, o projeto Desenvolvimento da Aplicação Aérea de Agrotóxicos como Estratégia de Controle de Pragas Agrícolas de Interesse Nacional abrangeu estudos em lavouras de soja, arroz e cana-de-açúcar no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A pesquisa foi a maior já feita no País sobre tecnologias aeroagrícolas e envolveu, além do Sindag e empresas associadas, seis centros de pesquisa da Embrapa, além de 10 universidades parceiras e empresas de tecnologias.

A nota da Embrapa fala sobre a história de mais de 70 anos da aviação agrícola brasileira, destacando os avanços em alta tecnologia desde os anos 90 e lembrando que, desde os anos 60, trata-se da única ferramenta de aplicação com regulamentação específica, por isso mesmo a mais facilmente fiscalizável. O documento ainda adverte que o País ainda não tem um plano de segurança alimentar e energética e os poderes públicos precisam se debruçar sobre o tema, promovendo um debate sem preconceitos, alinhando a sustentabilidade ambiental à produção em escala.

Para o presidente do Sindag, Thiago Magalhães, a nota da Embrapa vai ao encontro da estratégia do sindicato aeroagrícola, no sentido de dar consistência ao debate em torno do uso de insumos nas lavouras. “Temos há anos uma política séria de boas práticas no campo e um trabalho de aproximação com a sociedade, mas que seguidamente é prejudicado pela energia que se gasta contra mitos. Basicamente por falta de informação às vezes inclusive por parte de autoridades”, ressalta Magalhães.

O documento de agora da Embrapa ratifica e complementa outra nota técnica que havia que havia sido emitida em 2016, no final das pesquisas sobre pulverização aérea. O documento na época havia sido assinado por Cruvinel e pelo professor Wellington Pereira Alencar de Carvalho, da Universidade Federal de Lavras e um dos coordenadoras do programa de Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS), que também participou da pesquisa. O documento na época já dizia que os trabalhos indicavam “que, utilizando todo seu potencial tecnológico, a aplicação aérea de agrotóxicos, nas culturas citadas, reúne condições de qualidade, eficiência e precisão, inclusive no que se refere à proteção ambiental”.

A nota emitida na última semana cita como recomendações que na verdade reforçam rotinas já existentes em toda a aviação agrícola, como o monitoramento das operações através do GPS diferencial (DGPS) – equipamento utilizado por 100% da frota e que, além de orientar o piloto em cada faixa de aplicação, registra (em arquivo inviolável) todo o voo, assinalando exatamente onde o avião passou aplicando e o trajeto com sistema de pulverização fechado. Outra recomendação reforçou a importância do relatório de cada operação, feito pelos empresários aeroagrícolas e obrigatório desde 2008 pelo Ministério da Agricultura. Esse relatório abrange desde a equipe envolvida e produto aplicado, até o mapa de DGPS da área e as condições meteorológicas. Tudo à disposição de fiscalizações na empresa e com resumo enviado mensalmente ao Ministério.

Cruvinel lembra que o País tem uma expectativa de crescimento de 20% até 2022, enquanto as áreas de lavouras devem crescer apenas 9%. “Porém, em um país tropical, o clima é favorável a pragas e diversidade de hospedeiros, o que implica em buscar estratégicas e tecnologias para dar mais precisão às aplicações para garantir produção em escala.” Nesse sentido, segundo a Embrapa, a experiência brasileira de uso de insumos para tecnologias diversas é uma das melhores do mundo. Porém, o País ainda sofre com a falta de consistência e polarização no debate sobre uma estratégia ampla para controle de pragas. “No Brasil, a perda de alimentos é estimada em 26,3 milhões de toneladas, com aproximadamente 18% desse total se perdendo ainda no campo, devido à falta de conhecimento e aporte tecnológico para um manejo adequado, principalmente naqueles envolvidos no controle de pestes e pragas.”

FONTE: CANAL RURAL. Leia a matéria na íntegra em: https://blogs.canalrural.uol.com.br/aviacaoagricola/2019/06/10/embrapa-destaca-a-seguranca-e-importancia-da-aviacao-agricola/?_ga=2.26007421.1374084543.1560169270-263862308.1560169270
29 jan 2019

#PerfectNaMidia O Uso da tecnologia na produção agrícola

O Product Development Maneger da Perfect Flight, Rodrigo Santa Maria, contou um pouco, na Revista Fonte, sobre o uso da tecnologia na produção agrícola e como a Perfect Flight usa a tecnologia para ajudar empresas a terem um resultado melhor.

Confira o artigo completo:

O Uso da tecnologia  na produção agrícola

Com o crescimento populacional do mundo, a demanda da produção agrícola aumentou, incentivando a busca por novas tecnologias e maneiras de alcançar resultados mais assertivos e sustentáveis. Hoje, a preocupação das pessoas sobre o que se ingere é cada vez maior, e comprova a necessidade de dar mais importância para a qualidade da agricultura e dos produtos produzidos.   De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a produção agrícola mundial deve crescer 20% em dez anos. O Brasil, atualmente como terceiro maior exportador, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia, possui um papel importante no atendimento dessa demanda.   Uma das formas de se otimizar a produção agrícola é por meio da utilização da tecnologia, seja com a melhoria de soluções agroquímicas e biológicas, como melhores produtos fitossanitários e aperfeiçoamento da genética de sementes e de animais de corte, seja com o aperfeiçoamento de processos de criação, produção e gestão. Em todas as frentes, a tecnologia tem um papel fundamental nessa revolução.   Contribuição de startups brasileiras para o agronegócio nacional   As chamadas “agritechs”, startups de tecnologia voltadas para o agronegócio, são responsáveis por uma parte relevante das conquistas da produção agrícola brasileira nos últimos anos. Elas promoveram uma revolução no campo, com ganhos de produtividade, qualidade e renda aos produtores.   Em um mapeamento realizado pela consultoria KPMG, em parceria com a Distrito, verificou-se que já existem pelo menos 135 empresas de tecnologia voltadas exclusivamente para o agronegócio, de um total de cerca de 7 mil startups em todo o Brasil, o que comprova que a busca por inovação é uma tendência e, também, uma necessidade.   Até poucos anos atrás, pequenos produtores ou produtores familiares tinham resistência ao uso de tecnologias. Felizmente, esse cenário vem mudando drasticamente. Se antes o produtor confiava em sua intuição na hora de plantar, colher ou irrigar, agora ele conta com informações precisas colhidas no campo e cruzadas com diversas outras fontes, como previsões climáticas e imagens atualizadas de satélite ou drones.   Auxílio tecnológico na gestão da aplicação aérea de defensivos   O uso de defensivos é uma atividade primordial na produção agrícola. Sem essa prática, as culturas ficariam reféns da sorte contra o ataque de larvas, fungos ou quaisquer outros elementos que podem atrapalhar a produção. Além disso, a aplicação aérea é uma atividade cara e que, se não for realizada corretamente, pode trazer prejuízos ao produtor e às regiões vizinhas, caso o produto seja aplicado em áreas de proteção ambiental, como mananciais ou áreas habitadas.   Para grandes produtores, com extensas áreas plantadas, a aplicação aérea é a opção ideal, pois a aeronave oferece maior rendimento e rapidez. Pensando nisso, a startup paulista Perfect Flight criou um sistema que permite visualizar com precisão, por meio de mapas, qual foi a qualidade e o rendimento da aplicação de defensivos realizada. Pioneira nesse setor, a startup nasceu pela necessidade de dois de seus sócios, os primos Josué e Kriss Corso, que, como produtores de algodão e utilizadores massivos da pulverização aérea, não possuíam dados que permitissem analisar a qualidade das aplicações realizadas. Por isso, muitos problemas decorrentes da má aplicação não eram possíveis de serem detectados e corrigidos, até que um sinal negativo surgisse na lavoura.   Diante dessa necessidade, foi desenvolvido um sistema computacional em nuvem, capaz de ler os dados gravados nos arquivos de LOG (uma espécie de arquivo de voo, que contém dados aéreos e da aplicação) das aeronaves e criar um relatório com um mapa visual da aplicação e dados que permitem analisar a qualidade da ação, no final de 2015. Atualmente, o sistema também oferece um relatório ambiental, que mostra os parâmetros de segurança de áreas restritas.   O uso contínuo das funcionalidades do sistema e o acompanhamento regular da qualidade da aplicação aérea garantem expressivos resultados no aumento da produção e na qualidade das safras. Um dos casos de sucesso da Perfect Flight é uma usina de cana-de-açúcar do estado de São Paulo que adotou a utilização do sistema na safra 2016/2017 e 2017/2018. No período, 78.523 hectares plantados receberam 369 aplicações via pulverização aérea. A ferramenta permitiu uma melhora de 13.46% no Índice de acerto das aplicações, 6.99% no Índice de Perdas, 8.26% no Índice de Falhas e 8.46% no Índice de Uniformidade das aplicações.   Os números demonstram o impacto da tecnologia tanto na economia de produtos químicos, que deixaram de ser desperdiçados com perdas e falhas, quanto no aumento da produtividade e, consequentemente, rentabilidade da empresa.    
Texto editado pela assessoria de imprensa da Perfect Flight. Você pode conferir a matéria na íntegra na Revista Fonte.